@Nathalia Cruz2016

biomímese / biomimicry

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BIOMÍMESE

 

Em Biomímese, Paula dá continuidade à sua pesquisa relacionada à construção de novas percepções da arquitetura a partir do uso da fotografia. Como em Tecitura do Espaço, onde a artista capta pequenos fragmentos isolados de edifícios, que são reorganizados e agrupados de modo a formar uma nova composição pictórica e um certo estranhamento espacial, com a intenção de estimular o espectador a pensar no espaço através da imagem.

Porém, neste desdobramento, Clerman observa não apenas a arquitetura, mas sua relação com a natureza e como estas duas coisas podem e devem interagir e coexistir em harmonia. Inspirada pelos neoconcretos e pela vertente organicista da arquitetura moderna, Paula se aproximou do termo biomímese, conceito que tem como principal objetivo utilizar os processos de resolução de problemas da natureza, a fim de otimizar as criações humanas e preservar o meio ambiente, essencial à sobrevivência humana.

Na série Biomímese, há uma união de registros fotográficos dos elementos feitos pelo homem e da natureza, porém ambos se fundem na imagem, criando uma ilusão visual, onde já não se pode distinguir qual é qual. O efeito mimético acontece, assim como no Chi Chu Museum de Tadao Ando, construído subterraneamente em uma montanha, coexistindo em total harmonia com a natureza.

 

Se observarmos o curso da história, há uma separação entre movimentos artísticos e sociais que defendem o domínio da natureza através da razão e os que tem uma visão humanista e defendem a preservação da natureza.  Em sua produção, a artista atravessa uma fase racional e construtivista do espaço e chega à reflexão de que a forma pode e deve coexistir com sua origem, a natureza. A natureza não vista apenas como caos a ser dominado, mas como material de pesquisa para estudo de soluções. Desse modo seu trabalho, reflete sua mais atual intenção em atentar à integração da natureza e o domínio do homem,  sem eliminação.     

BIOMIMICRY

With Biomimicry, Clerman continues her research about the construction of new perceptions of architecture from the use of photography. What we have here is similar to Clerman’s work Space Weaving, where she captures isolated fragments from buildings, which she then organizes and groups to form a new pictorial composition with a certain defamiliarization to encourage the observer to think about space through the picture.

 

However, in this series, the artist observes not only the architecture, but it’s relation to nature and how the two can and should interact and coexist in harmony. Inspired by the neo-concrete movement and by organic architecture, Clerman approached the idea of biomimicry, a concept whose main objective is to use nature’s problem resolution processes to optimize human creations and preserve the environment, which is essential to human life.

 

In the series Biomimicry, the artist combines photographs of man-made elements and photographs of nature’s creations. However, the different elements are merged, and thus create a visual illusion in which we cannot tell one from the other.

 

We then have a mimetic effect, such as the one at the Chichu Art Museum designed by Tadao Ando, which was built underground in a mountain, and coexists with nature in full harmony.

 

If we observe the course of history, there is a separation between artistic and social movements that defend the dominance of nature through reason and those with a humanistic view who defend that nature should be preserved.  In this series, Clerman is navigating her more rational and constructivist phase, and finds that shapes can and should coexist with their originators – nature. Nature is not seen only as chaos to be tamed, but as research material to study solutions. Thus, Clerman’s work reflects her most current intention – to focus on the integration of nature with man’s dominance without one eliminating the other.