@site por Nathalia Cruz 2016

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DEVOLUTU

Devolutu é por definição em latim, desocupado ou livre, que está vago ou vazio, que não se encontra cultivado. Minha pesquisa se baseou em registrar espaços devolutos que apesar de vazios trazem suas marcas, memórias e histórias. São sobreposições de uma verdade vivida, resgate de histórias pessoais, efemeridades, desapegos.

A fotografia cria por sua vez uma nova realidade com partes fragmentadas de algo que já não existe, “vidas velhas” impressas em cores saturadas, mais do que tudo, reminiscências.

Há três pilares centrais na obra: a memória, o tempo e as escolhas. A memória contida nas coisas deixadas para trás, o tempo suspenso do passado revelado através da luz, e as escolhas feitas através da revisitação do registro fotográfico e da associação subjetiva com as palavras

A obra é constituída por dois polípticos dispostos como um jogo de livre correlação entre as fotografias e as palavras, que dialogam através da cor e do posicionamento.

A narrativa não linear proposta pela obra, tem a intenção de prolongar o tempo de observação e análise do espectador, bem como, dar a oportunidade de recriar a obra a partir de sua história e entendimento pessoal, havendo múltiplas soluções para o “jogo” poético que se sucede, numa metáfora das escolhas inerentes à vida.

DEVOLUTU

 

Devolutu in Latin means unoccupied or free, that which is empty and uncultivated. My research was based on registering these unoccupied spaces, which, despite being empty, bring their own marks, memories and history. They are formed by layers of truth experienced and recaptured personal stories, infirmities and detachment.   

 

The photograph, in turn, creates a new reality with fragments of something that no longer exists; “old lives” printed with saturated colors, and, more than anything, reminiscences.

 

There are three core pillars in this work: memory, time, and choices. The memory contained in things left behind, the suspended time of the past revealed through light, and the choices made by revisiting the photograph and the subjective association with words.

 

The work is composed by two polyptychs laid out as a free correlation exercise between the photographs and the words that interact through color and positioning.

 

The non-linear narrative proposed by the work aims to extend the time of observation and analysis by the spectator and give the spectator the opportunity to recreate the piece from their own story and understanding because there are several solutions for that poetic “exercise”, in a metaphor of choices that are inherent to life.