Temperatura da cor/The color temperature

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Simulação expositiva
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A temperatura da cor

 

O trabalho surge do exercício de síntese visual através do  enquadramento do espaço, onde elementos despercebidos da cidade, como um beiral de uma janela, o batente de uma porta, uma caixa de luz, entre outros, se tornam protagonistas. Ao trazê-los para primeiro plano, um novo enfoque é criado para que o elemento possa ser observado não apenas em suas minúcias formais, mas como parte de camadas ocultas da história arquitetônica e de estilo de vida da cidade.

 

As cores presentes nas obras não foram selecionadas como em uma tela, pois a seleção das mesmas foi restrita às já pré-existentes na cena urbana, e que desvelam naturalmente escolhas sociais e políticas através de seus pigmentos.

 

Um dos exemplos dessas escolhas está na cidade de Jodhpur, situada na Índia, onde o azul índigo foi utilizado na fachada das casas das castas sociais mais altas, por ser um dos pigmentos mais caros. O oposto ocorreu em Portugal, com o uso do branco, feito de cal, material barato por ter menos fixação. Assim como o amarelo, que significava riqueza, e os pigmentos azul, verde e vermelho, que eram utilizados apenas por aqueles com poder aquisitivo.

 

A série tem como intenção expandir os limites de nossa percepção visual cotidiana, distorcendo nossos modelos de experiência estética, buscando a possibilidade da arte ser um instrumento de construção social.

 

Uma das principais influências na pesquisa da obra é o expressionismo abstrato. Em "Temperatura da Cor”, Paula trabalha com elementos como a cor, a textura e a dimensão, favorecendo a experiência da contemplação e da resposta emocional, almejando proporcionar uma experiência de corpo, alma e cor.